Dicas de Florença: onde ficar, o que fazer e muito mais!

Florença é o berço da renascença italiana e a maior cidade da região da Toscana. Se isso já não bastasse pra te fazer querer ir pra lá AGORA, ouso dizer que Florença é, pra mim, a cidade mais charmosa da Itália (pelo menos entre as que conheci até o presente momento).

Até agora, estive em Florença por duas vezes e voltaria quantas vezes fosse possível. A cidade tem muita coisa pra ver, uma infinidade de restaurantes maravilhosos pra experimentar e o clima em si é muito gostoso. Florença é o tipo da cidade que só caminhar por suas vielas já é um programão.

Existem milhares de fontes por aí onde você pode encontrar tudo o que fazer em Florença. Mas aqui eu vou me limitar a falar sobre a minha experiência pessoal, somente sobre as coisas que eu realmente fiz, onde efetivamente comi, o que achei que valeu não a pena.

Quanto tempo ficar

Pois bem. Das duas vezes em que estive em Florença, fiquei apenas duas noites, o que eu considero pouco. Acho que mais uma noite seria melhor. Quatro noites seria o ideal, pra fazer um bate e volta a uma cidade próxima e ainda passar a noite em Florença.

Onde ficar

Da primeira vez, fiquei num apartamento muito bom, espaçoso, alugado pelo Airbnb. Mas confesso que era um pouco longe do centro histórico, uns 20 min de caminhada. Da segunda vez, fiquei no Nashira Rooms, uma pousadinha bem pequena, mais BEM no olho do furacão no bololô do centro histórico.

Era só sair pela porta e PAAAAHHH, todo aquele charme florentino bem ali aos meus pés. 

A experiência é outra, a sensação de estar no centro histórico foi bem melhor pra mim. Você sai e já ouve aquele burburinho das pessoas andando pra lá e pra cá, sente o cheiro das comidas, já começa o dia com aquele panino com parma e creme trufado que só a Itália é que capaz de fazer por você. Enfim, é maravilhoso!

Mas lembre-se que isso tudo deve ser pensado na hora de avaliar o custo benefício da sua estadia (quer ajudar pra escolher seu hotel? Preparamos um post bem explicadinho pra te ajudar a escolher o melhor lugar de acordo com o seu bolso).

Outros excelentes hoteis em Florença são:

Machiavelli Palace

Martelli 6 Suite and aprtments

Atlantic Palace

B&B Le Stanze del Duomo

B&B La Terrazza Sul Duomo

Hotel Jane

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Quando ir

Bom, eu fui no início de maio e no início de junho e foram épocas ótimas.

Com relação ao clima, tem que tomar cuidado. Da primeira vez que fui, em junho, saí de Roma com calor de 30 graus e cheguei em Florença com uma chuva bizarra. A temperatura caiu e eu só tinha um casaquinho leve. Resultado: acabei sentindo um friozinho.

Da última vez, em maio já estava mais quentinho. Mas à noite dava aquela refrescada, que pede uma jaquetinha básica. Resumo da ópera: é sempre bom levar um casaquinho na bolsa, porque vai que…

Não peguei Florença lotada em nenhuma vez. Essa época entre maio e junho é perfeita pra viajar pela Europa, porque é mais barato e as cidades ainda estão boas pra circular. Tente evitar os meses de julho e agosto. Além de quentes, coincidem com as férias escolares na Europa. Ou seja, vai estar tudo lotado!

Ah, quase ia me esquecendo. Da primeira vez, cheguei na cidade bem no meio de um evento local, que não sei do que se tratava, mas foi bem legal de acompanhar!

Mas uma coisa é certa: Florença é linda em qualquer época do ano!

Como chegar

Florença tem uma estação de trem e uma estação de ônibus. Pra encontrar a forma mais barata de chegar, eu sempre uso o site Go Euro. Lá você insere a sua origem, o seu destino e as datas e o site te mostra os preços de ônibus, trem e avião (se houver). Tem que olhar com bastante atenção, o tempo de viagem, pois às vezes a viagem de ônibus sai um pouco mais barata que a trem, mas pode demorar muito! Fique de olho no custo-benefício.

A primeira vez em que estive em Florença, eu fui de trem Frecciarossa, da Trenitalia. Esse é o trem mais rápido da Trenitalia e faz o percurso em uma hora e meia. É importante comprar com antecedência. Os tíckets começam a ser vendidos com cerca de 4 meses e meio de antecedência, por cerca de 19,90 euros. Quanto mais próximo da viagem, mais caro você vai pagar.

Se você estiver na versão em italiano do site, seu destino será Firenze e o nome da estação é Santa Maria Novella, padroeira dos noveleiros de plantão. Na versão em inglês, o nome da cidade é Florence.

Se você não estiver com pressa, também é possível comprar o ticket do trem Intercity, que custa 9,90 euros. Mas você vai levar mais de 3 horas pra chegar. As desvantagens do trem regional ficam por conta do conforto, que é menor em relação aos Frecciarossa, e da maior possibilidade de atrasos. O Freccia Rossa sempre tem prioridade de tráfego em caso de congestionamento ao longo da rota.

A empresa Italo é concorrente da Trenitalia e em termos de conforto é tão boa quanto. Eu fiz o trajeto Florença-Roma com essa empresa e adorei. Até porque a Italo oferece o mesmo trajeto, com a mesma duração (uma hora e meia), mas a tarifa promo smart deles começa a ser vendida por 9,90 euros!!! É a metade do preço da Trenitalia. Portanto, compre com antecedência. Super recomendo! O trem que eu peguei era bem novinho, poltronas confortáveis, lugar marcado, climatização funcionando bem e pontual. Todas as dicas de Roma você encontra nesse post bem completinho que preparei pra você. 

 

Já o trecho de Bolonha a Florença, eu fiz de ônibus, com a Flixbus e saiu mais barato que de trem.

Dica: Só tomem cuidado com o horário de compra. Isso vale pra qualquer viagem, mas aprendi na marra com esse trajeto (sim, por mais experiente que a gente se torne, sempre rola um perrengue). Se você não for conhecer mais nada na sua cidade de partida no dia da viagem, compre a sua passagem para um horário que coincida com a hora do check-out da sua hospedagem. Porque se você não tiver onde deixar suas bagagens, vai ter que pagar algum depósito ou armário  pra elas ficarem e isso pode fazer com que a economia da passagem barata deixe de compensar.

No caso da Flixbus, se fôssemos trocar a passagem, pagaríamos só de taxa bem mais do que o valor original das passagem, então não compensava. O problema é que saímos do apartamento onde estávamos em Bologna às 11:30 da manhã e nossa passagem pra  Florença era pra 19h. Além disso, nosso ônibus ainda atrasou muito e a Flixbus não compensou em nada o atraso. Quase tivemos que pagar taxa extra no hotel por chegar fora do horário limite de check-in. Portanto, planeje bem os horários pra otimizar o seu tempo!

Caso você prefira fazer a viagem de carro, recomendo fazer a reserva pelo site da RentalCars. Eu sempre uso e garanto que funciona. O site é um comparador de preço entre diversas locadoras tanto internacionais quanto locais e sempre mostra o melhor preço possível. 

O que fazer

Em vez de falar tudo o que é possível fazer em Florença, vou dividir com vocês só o que eu realmente fiz. Acho que dividir com vocês minha experiência real na cidade fica mais verdadeiro.

1 – Free walking tour – Como sempre costumo fazer na primeira vez que chego a uma cidade, fiz o free walking tour em Florença e dei um tremendo azar.

O guia era bom, mas pegamos uma tempestade que tirou muito do brilho do passeio. Não tinha guarda chuva que nos livrasse de molhar bem as pernas. E como já disse antes, estava um friozinho bem chato.

Resumo da ópera, fiquei batendo o queixo o tempo todo. Mas o passeio super vale a pena, pois passa pelos principais pontos turísticos da cidade.

É gratuito e você dá uma gorjetinha no final, de acordo com a sua avaliação do guia. Esse passeio toma boa parte da manhã ou da tarde, dependendo da hora que você for fazer, pois dura de 2h a 3 horas. Então é importante estar com o tempo planejado pra isso.

Encontrei essas três opções por lá: Florence Free Tour, Florence Free Walking Tour  e Strawberry Tours.

2 – Galleria degli Uffizi – Ou Galeria dos Ofícios na tradução pro Português, é um palácio belíssimo, bem no centro de Florença, que abriga “só” a maior coleção do mundo de obras de arte do período do Renascimento.

Lá você vai encontrar peças de artistas como Leonardo da Vinci, Caravaggio, Michelangelo, Rafael, Rembrandt e muitos outros pintores importantes dessa época. Pra quem gosta de arte cultura, é parada obrigatória.

Mas é bom lembrar que o museu é bem grande! Separe por volta de umas 3 horas. Talvez você não consiga ver tudo, mas mais do que isso já começa a ficar cansativo também. Dentre as principais obras, não perca “O Nascimento da Vênus”, de Sandro Botticelli (juro que meu olho se encheu d’água quando vi essa obra pessoalmente.

Sempre fico assim quando me deparo com os quadros que já tinha visto antes nos livros da escola), “Medusa”, de Caravaggio e “Doni Tondo” ou “A Sagrada Família”, de Michelangelo (obra que mostra como o artista realmente inovou no uso da cor durante sua época).

O ingresso não é barato: na data em que vos escrevo, sai por módicos 20,75 euros. Mas garanto que o enriquecimento cultural é bem maior do que o valor pago. É possível comprar pelo site e você tem que escolher a data e hora em que pretende realizar a visita.

3 – Duomo de Florença – A catedral de Santa Maria del Fiore, mais conhecida como o Duomo de Florença, certamente não vai te passar despercebida.

A imponente catedral começou a ser construída em 1296 e é um espetáculo de beleza de qualquer ângulo. A entrada para a catedral é gratuita. Não se deixe enganar por alguns guias do lado de fora que dizem que com eles é mais barato. A fila é grande, mas anda bem rapidinho. Já se você quiser visitar a cúpula, o campanário, a cripta e o batistério, aí terá que pagar um ingresso que custa 18 euros (valor de julho/2018).

O ingresso pode ser comprado pelo site. Pra ser sincera, eu não subi até a cúpula (porque odeio subir escadaria), então não posso dizer se vale a pena ou não. Mas todos são unânimes em afirmar que a vista lá de cima é maravilhosa!

4 – Piazzale Michelangelo – a vista panorâmica mais espetacular de Florença!

Da primeira vez que eu fui em Florença, acabou não dando tempo de ir, e na segunda vez acabei também não dei muita sorte. Estava com meu marido e minha cunhada e perdemos o pôr do sol.

A previsão era de chuva, mas decidimos ir mesmo assim. Foi a gente pisar na praça pra chuva cair. Mas, gente, parecia chuva de verão! Uma tempestade! Tivemos que nos abrigar debaixo de um trailer que tem lá em cima.

Ainda deu pra apreciar um pouco a vista, que realmente é linda, mesmo à noite. Mas por favor, tente ir na hora do pôr do sol (se ele aparecer) e vá sem chuva!

Mas até que no final das contas a chuva veio a calhar (porque uma boa sagitariana sempre olha o lado positivo das coisas): na volta, como ainda estava chovendo, nos abrigamos em uma pizzaria deli deli que infelizmente não lembro o nome.

5 – Ponte Vecchio – um dos ícones mais conhecidos de Florença, acredita-se que a Ponte Vecchio (ou ponte velha) tenha sido construída ainda na Roma Antiga.

Sua estrutura original era feita em madeira e foi destruída na cheia de 1333, tendo sido reconstruída em 1345. A tradição das lojinhas na ponte não vem de hoje. Antigamente, os mercadores vendiam suas mercadorias sobre bancas.

Quando eles não honravam suas dívidas, sua banca era quebrada (rotta em italiano) pelos soldados. Daí vem a expressão bancarrota ou falência. Hoje em dia a ponte é tomada por lojas de joias.

6 – Se deixar levar pelas ruas de Florença – gente, o centro histórico de Florença simplesmente parece ter saído de um livro de história.

Se perder pelas suas vielas já é um programão! Ir a museu pode ser legal, mas não deixe de ir a Florença se você acha que não tem dinheiro pra pagar a entrada de algumas atrações. Vá, caminhe pelas ruas, observe as pessoas, tome um gelato, coma uma pizza e pronto! Tenho certeza de que você não vai se arrepender. Depois me conta como foi!

7 – Comer uma bisteca Fiorentina – Não saia de Florença sem provar a famosa bisteca fiorentina. Das duas vezes em que estive por lá, minha bisteca teve endereço certo: Trattoria Zà Zà. Não tem erro, arrisco até a dizer que da segunda vez a carne estava ainda mais gostosa, se é que isso é possível. Se for acompanhada de um belíssimo Brunello de Montalcino então, hummm. Fecha com chave de ouro!

O ambiente do restaurante é uma gracinha e ele é bem espacoso por dentro. Então não acho que seja necessário fazer reserva. Das duas vezes que fui, não tinha reserva e nem precisei esperar pra sentar. Prometo falar mais sobre ele num post exclusivo sobre onde comer em Florença.

8 – Tomar muito gelato – A Itália é definitivamente a terra dos melhores gelatos do mundo.

Então se joga, mas se joga com vontade! Estar na Itália é arrumar desculpa pra tomar gelato a cada esquina que você passa. Em Florença existem várias gelaterias maravilhosas. Além da Vencchi e da Grom, que são super famosas (deixo aqui registrada minha preferência pela Grom <3), dessa vez descobri a La Strega Nocciola, que também tem gelatos deliciosos. Há uma unidade no centro histórico e uma do outro lado do Rio Arno. 

Tenho duas dicas importantes sobre gelato na Itália:

Existe gelateria ruim na Itália. Sim, sei que isso pode fazer o chão se abrir na sua frente, mas é verdade. Quando eu não tenho referência sobre alguma gelateria, adoto uma tática que tem se mostrado infalível. Evito aquelas gelaterias que tem gelato cor de neon com um monte de enfeite em cima. Normalmente, esses gelatos são açúcar puro. Fuja deles! Mas tem um outro estilo de gelateria que 99% das vezes vai te satisfazer com gosto! São aquelas em que os gelatos ficam dentro do balcão com uma tampa de metal em cima, como é o caso da Grom, da La Strega Nocciola e de muitas outras maravilhosas que você vai encontrar pela Itália. 

A segunda dica é:

Não sei se é impressão minha, mas parece haver diferença de sabor entre unidades diferentes da mesma sorveteria. Principalmente se estiverem em cidades diferentes. Nessa última viagem, os sorvetes da Grom de Veneza estavam inifinitamente melhores que os da Grom de Roma, por exemplo. Portanto, se você não tiver gostado do gelato de uma marca, recomendo dar uma segunda chance pra ela! 

 

Daqui pra onde?

Existem infinitas possibilidades para combinar com Florença. Eu nunca fiz bate e volta de lá, mas fui pra Siena de ônibus e deixo aqui as dicas de como chegar até lá:

Estação de Ônibus de Florença: A SITA é a empresa que organiza as linhas de ônibus entre Florença e Siena. Para pegar o ônibus, vá até a Estação de Ônibus em Florença, que fica do outro lado da rua da principal da estação ferroviária (Santa Maria Novella). É bem pertinho da estação de trem, mas pode ser um pouco difícil de encontrar logo de cara, pois a rua é meio escondida. Se precisar pedir informações, pergunte onde fica a  “Stazione di Pullman” (estação de ônibus) ou coloque no Google Maps: Via Santa Caterina da Siena 15.

Em Siena, você irá desembarcar na Piazza Gramsci,já dentro das antigas muralhas da cidade.

Ah, uma informação importante: existem dois ônibus diferentes para Siena:  o “Rapida” (rápido) e o “Ordinaria” (normal). O Rapida, linha 131R, não faz paradas entre Florença e Siena. É diretão mesmo e leva aproximadamente 1 hora e 15 minutos. Mas o Ordinaria (131O) leva só um pouco mais que isso: 1 hora e 35 minutos.

Os horários dos ônibus podem ser consultados no site da empresa.

Infelizmente não lembro quanto paguei no ticket, mas foi em torno de 10 euros. Você pode comprar na estação ou nos tabacchi e é um pouco mais barato.

Obs: Lembre-se sempre de validar seu bilhete, se ele ficar estampado na máquina que você entrar no ônibus.

A Flixbus também oferece esse trajeto e o preço é menor: a partir de 5 euros. O problema é que até onde eu vi só tem um horário por dia, na parte da tarde. Mas se for encaixar pra você, pode valer a pena.

Outra viagem que eu fiz a partir de Florença foi com destino a Roma, como eu já contei um pouco lá em cima. A Italo tem passagens promocionais a partir de 9,90 euros no trem rápido e faz o percurso em uma hora e meia.

Aqui você vai encontrar um post bem completinho com todas as dicas de Roma. 

Como disse mais acima, se for viajar de carro, super recomendo fazer a reserva pelo site da RentalCars.

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Dicas de viagem Florenca Itália

 

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