Imigrar e empreender em Portugal, saiba mais sobre o assunto!

Já pensou em imigrar e empreender em Portugal e ainda não sabe qual será sua fonte de renda?! Ou já está aqui e pensa em mudar o rumo das coisas? Confira aqui, algumas dicas sobre empreender em Portugal com a empresa “ Tá em casa”.

Imigrar e empreender

Imigrar e adaptar-se a outra realidade é sempre muito difícil, porém, ainda precisamos pensar sobre a fonte de renda e como manter-se no meio de tantas mudanças. 

Há aqueles que migram já tendo uma oportunidade no mercado de trabalho, mas a grande maioria tem outra realidade.

 Uma alternativa cada vez mais comum – E cheia de glamour, só que não, é o empreendedorismo

Bons ventos me levam - Imigrar e empreender em Portugal

Quem nunca pensou em montar o negócio próprio?!

A prática de empreender está na moda e vem recebendo muitos incentivos por parte do governo, de muitas instituições de ensino e empresas.

Agora, fácil não é!

Em outro país então?! Há muitas inseguranças e milhares de perguntas na cabeça daqueles que optam por empreender. Pensando  nisso convidamos a empresa “Tá em casa”,  que tem duas mulheres brasileiras, residentes em Portugal, no comando. 

Preparamos então um  bate papo descontraído com base nas experiências delas no assunto. A ideia é incentivar e esclarecer algumas dúvidas daqueles que querem  saber mais sobre empreender em Portugal através da realidade delas.

Tá em casa

O “Tá em casa” é uma empresa do ramo alimentício, liderada por duas mulheres brasileiras em Portugal. De acordo com as empreendedoras, o que as motivaram a tirar do papel o sonho foram as recordações da infância vivida na casa dos avós, recheadas de receitas, festas de aniversário e até do cheiro nostálgico vindo da cozinha. 

Bons ventos me levam - Imigrar e empreender em Portugal
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(As recordações delas lembraram as minhas sempre com minha avó na cozinha, furando bolos com dedo e rapando a lata de leite condesado). 

O nome da marca não poderia fugir muito dessa realidade, não é?! Segundo elas, o Tá em Casa remete ao tipo de cozinha que fazem e que o intuito é entregar para os clientes uma memória afetiva através dos pratos, como por exemplo: Um bolinho da vovó, uma torta de final de semana da mamãe e por fim a lembrança do cheiro e sabor de ‘tá em casa’.

Doce brasileiro - l Imigrar e empreender em Portugal

“Uma cozinha de afeto, de comida que conforta, que remete aos bons momentos em família e amigos, que valoriza as relações humanas em meio às refeições, uma cozinha não só de pratos caseirinhos, mas também de receitas clássicas e atuais, sempre selecionando os melhores ingredientes e confeccionando os produtos com todo cuidado e carinho, uma cozinha de amor.”  Empreendedora Tá em Casa

Bate-Papo

Curiosas como somos, fizemos um bate-papo com as idealizadoras do “Tá em casa”, para vocês conhecerem mais a história da marca e te ajudar a esclarecer algumas dúvidas do universo que é o empreendedorismo- Comer é vida, ainda mais com tantas opções.

1 – Já fez algum curso em Portugal?

Eu sou formada em Tecnologia em gastronomia pela Faculdade SENAC Pernambuco e já trabalho na área há dez anos, em Portugal fiz dois cursos de atualização em normas de higiene e manipulação de alimentos, para atender as normas de segurança alimentar na União Europeia.  

Já minha sócia sempre foi uma autodidata em que se trata nas massas dos bolos, ela sempre teve o dom natural, chegou a fazer um curso de decoração em pasta americana para fazer o bolo de aniversário de 1 ano da filha, isso há treze anos atrás e continuou ao longo dos anos fazendo bolos por encomenda para amigos e conhecidos.  

Aqui em Portugal já fez dois cursos on-line, sendo um deles com uma conceituada Cake designer Lilian Kuster.

2 – Nota diferença do Brasil para Portugal?

Sim, além da diferença sociocultural, aqui em Portugal em termos de empreendedorismo há menos burocracia e custo que no Brasil. Outra coisa que notamos aqui, é que as normas são levadas a sério, e isso talvez dificulte um pouco para quem quer abrir um negócio informalmente como acontece no Brasil, por outro lado, valoriza a questão da qualidade do serviço, e também o custo dos insumos básicos é bem mais baixo que no Brasil, o que nos possibilita oferecer um melhor custo-benefício para o cliente.

3-Vocês sentem dificuldade de empreender por serem mulher?

Não

4-Lidam com preconceito em Portugal?

Minha sócia diz que não, mas eu já vivo aqui há 5 anos e tive algumas situações delicadas de preconceito, apesar de discretas. Sofri xenofobia e preconceito em algumas cozinhas por ser mulher, tive alguma dificuldade, mas logo mostrei que estou acima disso e a situação resolveu-se. Nada que não tenha acontecido anteriormente no Brasil, a gastronomia ainda é um “território de homens”, para muitos deles a função das mulheres na cozinha é fazer os doces.

Bons Ventos me Levam - Gastronomia

5- Há dificuldades em encontrar ingrediente para receitas brasileiras em Portugal?

Sim, principalmente nesta área, não temos tanta variedade em decoração de bolos e doces por exemplo, nos outros produtos de fabrico conseguimos adaptar e substituir através de testes.

6- Você entrega em domicílio?

Sim, na área centro e grande Lisboa

7- Quais os maiores desafios do setor?

Neste momento o maior desafio no setor como em outros é a pandemia, que leva à incerteza de obter sucesso financeiro tendo uma loja física aberta ao público.

8 – Quais são os produtos e serviços que vocês oferecem para seus clientes?

Temos várias gamas de produtos, dentre eles o pronto a comer e os congelados, temos cartas de salgadinhos brasileiros, onde o carro chefe é a coxinha de frango, salgados e doces portugueses, diversos tipos de bolos que vão dos caseirinhos aos de aniversário confeitados em diversos tipos de coberturas e técnicas, doces, docinhos de festa, docinhos gourmet, tortas salgadas, pães, cestas de pequeno-almoço e personalizadas, sobremesas e doces internacionais e amuse-bouches.

Estamos sempre lançando novos produtos, inclusive agora está sendo prepara a nova carta que vai chamar-se “Tudo o que faz bem”, esta nova carta irá conter muitos dos nossos pratos em versões menos calóricas e também novas receitas em vários formatos para diversos tipos de alimentação, como os fit, diet, light, funcionais, restrições, vegetarianos e veganos, isto tudo com o sabor e a qualidade “tá em casa”.

9- Qual o diferencial da marca se comparado a outras marcas?

Sem dúvida a qualidade, pois só usamos os melhores ingredientes na confecção dos nossos produtos, temos o cuidado de atender à necessidade particular de cada um de nossos clientes e isso também é um diferencial, a relação próxima com nossos clientes.

10- Para você o que faz do “Tá em casa” diferente de outras marcas?

Com a questão da pandemia, o que mais encontra-se são perfis de lojas on-line de bolos e doces brasileiros, e definitivamente não somos “mais uma”, oferecemos grande variedade de produtos não apenas brasileiros, mas também portugueses, preparações da doçaria conventual é uma das nossas especialidades, atendemos a pedidos exclusivos por exemplo, uma vez um cliente nos pediu um bolo de rolo que é um clássico da doçaria pernambucana, o sucesso foi tão grande que o bolo ficou fixo na carta. 

Não nos limitamos aos doces comuns brasileiros, mas sim de toda a pastelaria e cozinha brasileira de norte a sul, assim como receitas de países europeus e América do Norte. Além das nossas opções de pratos para diferentes dietas.

11- Quais conselhos você daria para quem pensa em ter seu próprio negócio em Portugal?

Faça um plano de negócio, mesmo que for abrir um negócio caseiro o planejamento e a organização são o primeiro e mais importante passo para se começar a empreender, principalmente quando estamos num país estrangeiro e claro ser persistente, resiliente e ter foco.

12-Quais os principais desafios de empreender em Portugal?

Para nós que somos brasileiras é não ter tantas pessoas conhecidas aqui, limitando a rede de contatos, isso dificulta fazer a propaganda “boca-a-boca”, que é o tipo de divulgação mais eficaz nessa área.

13 – Tratando-se de burocracias, você acredita que há diferenças entre um imigrante e um nativo para abrir um negócio?

Desde que o imigrante esteja devidamente legalizado, não. À partida, todos os cidadãos portugueses sendo eles imigrantes ou naturais têm os mesmos direitos e deveres.

14 -Quais estratégias você acredita ser indispensável para vender seu produto em outro país?

A relação com o cliente, a forma de tratamento no atendimento, e ferramentas como o Instagram por exemplo. Nós já começamos a vender o produto a partir do momento em que postamos uma foto e todo esse processo desde a “curtida” da foto do produto até o pedido e a entrega gera uma relação entre o cliente e a empresa, então, vem a fidelização que é a etapa mais difícil e importante na estratégia da venda.

Tenho que confessar, após esse bate-papo já quero experimentar tudo.
Agradecemos muito a participação e a confiança em nos contar mais sobre os desafios e projetos. 

 Caso você também, você pode conferir aqui mais sobre o trabalho e o produto delas.


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