Apesar de não ser o foco da maioria dos brasileiros que viajam pra Europa, o Leste europeu é riquíssimo de história e cultura e também uma ótima opção pra quem quer economizar na viagem.

Devido à proximidade entre os países, é possível percorrer as capitais Praga, Viena e Budapeste de forma extremamente fácil e rápida. E pra quem gosta de acumular países na coleção, já dá pra contar com mais três numa tacada só: República Tcheca, Áustria e Hungria.

Quanto tempo ficar em cada cidade?

Essa pergunta é muito relativa e vai depender do seu ritmo de viagem.

Eu particularmente gosto de fazer as coisas mais devagar, sem correria. E meu cronograma ficou assim: 3 dias em Praga, 4 dias em Viena e 3 dias em Budapeste.

Se você somar, vai ver que são apenas 10 dias e não 14. Isso porque quando digo que fiquei por exemplo 3 dias em Praga, são 3 dias inteiros, sem contar com os dias de deslocamento entre uma cidade e outra.

Portanto, quando você for montar o seu roteiro, é importante que leve isso em consideração. O ideal é não contar com o dia de chegada e saída da cidade. Se sobrar algum tempinho pra fazer algo, é lucro. Ao todo, foram duas semanas maravilhosas pelo Leste Europeu.

Em Praga, na minha humilde opinião, dois dias inteiros já seriam suficientes, principalmente se você viaja num ritmo mais rápido. A cidade é pequena em relação às outras duas capitais. E a maioria dos pontos turísticos ficam próximos.

O terceiro dia poderia ser usado para ir até a Bratislava, na Eslováquia, garimpando mais um país pra sua lista. A partir de 10 euros é possível encontrar passagem de ônibus. De lá pra Viena dá menos de 1 hora de ônibus e você encontra passagens a partir de 5 euros.

Já Viena é uma cidade bem maior, com uma oferta cultural quase infinita. Daí você pode ficar mais ou menos tempo dependendo do seu interesse no que a cidade tem pra oferecer. São inúmeros museus, cafés, teatros e óperas que vão preencher os seus dias inteiros, se você quiser. Pra mim, os 4 dias foram perfeitos pra fazer com calma tudo o que eu planejei. Mas é claro que não foram suficientes pra esgotar a cidade, nem tinha essa pretensão.

Budapeste também foi super tranquilo de conhecer em 3 dias. Deu pra fazer bastante coisa, pois a cidade não é tão grande e a locomoção de um ponto a outro é super fácil.

Então minha viagem ficou organizada da seguinte forma:

Dia 1 – chegada em Praga

Dias 2 a 4  – Praga

Dia 5 – Praga – Viena (4 horas de ônibus)

Dias 6 a 9 – Viena

Dia 10 – Viena – Budapeste (3 horas de ônibus)

Dias 11 a 13 – Budapeste

Dia 14 – volta pra casa

 

Como se deslocar entre Praga, Viena e Budapeste

A forma mais econômica de viajar entre essas cidades é de ônibus. E dependendo da empresa, o tempo de viagem é igual ao do trem. Foi a primeira vez que viajei de ônibus na Europa e super recomendo. Os ônibus são super confortáveis, pontuais e ainda têm wi-fi gratuito e tomada.

Portanto, o seu entretenimento durante o trajeto está garantido!

De Praga para Viena, a Eurolines tcheca vende os tickets mais baratos. Se comprar com antecedência, é possível encontrar tarifas promocionais por 190 coroas tchecas (equivalente a 7 euros mais ou menos).

Os ônibus partem da estação ÚAN Florenc Praha e dá pra chegar lá tranquilamente de metrô. É só descer na estação Florenc.

A viagem até Viena dura 3:55h e no nosso caso o ônibus foi super pontual, tanto na saída quanto na chegada a Viena. Chegando em Viena, você pode ir para o seu destino final de metrô. A estação Erdberg fica bem ao lado da rodoviária e pertence à linha U3 (laranja).

Já de Viena pra Budapeste, optei pela Flixbus.

Embora não fosse a mais barata, era a que oferecia o melhor custo benefício. Paguei 14 euros pela passagem pra 2:55h de viagem. Com a Regio Jet a passagem sai por 9 euros, mas o tempo médio de viagem pula pra 5 horas.

Aí você tem que ver qual a sua prioridade. Pra pegar o ônibus, vá até o Vienna International Bus Terminal (VIB).

Também dá pra chegar tranquilamente de metrô. É só descer na estação Erdberg, que fica na linha U3 (laranja). Os ônibus da Flixbus são tão confortáveis quanto os da Eurolines, também tem wifi gratuito e tomada.

Mas a chegada em Budapeste atrasou uns 30 minutos, mesmo tendo saído no horário certinho. A partir da rodoviária de Budapeste, é possível pegar o metrô lá dentro mesmo. A estação é a Népliget, que pertence à linha M3 (azul).

Gastos da viagem

O Leste Europeu é normalmente tido como mais barato do que a parte ocidental da Europa. E realmente é, com exceção de Viena, que tem preços muito parecidos com Paris.

Comparando com as demais viagens que já fizemos pelo continente europeu, e considerando tudo o que fizemos, acho sinceramente que conseguimos fazer o leste europeu de forma bem econômica.

Maaaas, um fator que colaborou muito pra isso foi o couchsurfing que conseguimos em Praga e em Viena. Pra quem não sabe, de forma bem resumida, o couchsurfing é uma rede social na qual as pessoas disponibilizam um espaço em sua casa para receber viajantes gratuitamente.

O objetivo vai muito além de economizar com hospedagem. É uma plataforma pra quem realmente gosta de mergulhar na cultura local e interagir com pessoas daquela cidade. Prometo fazer um post mais explicadinho sobre o tema.

Então, Budapeste foi o único lugar em que tivemos que pagar hospedagem. Optamos por alugar um quarto no Airbnb e foi uma ótima escolha. Pra entender bem como funciona o Airbnb e não cair em roubada, dá uma olhada nesse post.

Somando todos os gastos que tivemos

Transporte, alimentação e atrações, incluindo uma ópera de Mozart em Viena, e a acomodação em Budapeste, o gasto foi de 500 euros por pessoa. Uma média de 35 euros por dia.

Não incluí nessa conta a passagem de chegada e saída, pois isso irá variar de acordo com a sua cidade de origem.

Nos posts sobre cada cidade, vou detalhar melhor os gastos.

Espero que essas informações te ajude a montar a viagem dos seus sonhos pelo Leste europeu e que você se divirta tanto quanto nós nos divertimos.

Ficou alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários que logo logo nós vamos esclarecer.

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